Traços

Isto de falarmos sobre nós, de nos tentarmos definir por meras palavras nunca foi uma tarefa que tivesse propriamente sucesso. Ninguém consegue falar sobre si próprio em vinte linhas e eu também não tenciono quebrar isso. Aliás, odeio falar sobre mim. Não me considero um livro que se encontra numa biblioteca ao dispor de toda a gente. Sou um livro sim, mas restrito.  Há muito que me fechei para o mundo. Hoje apenas me entrego ao que realmente me faz bem. Entrego-me ás palavras, entrego-me á música, aos bancos solitários dos jardins mais sombrios e mantenho conversas com o vento. Esse, ultimamente tem tido um papel fundamental na minha vida. Basicamente, é isso que pretendo. Partilhar as minhas conversas com o vento, as minhas trocas de olhares com a lua, a minha melomania, o meu corte com a banalidade e o comum. Estou presa em dois mundos bem distintos, e amo o absurdo com a maior das intensidades.

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